Esporotricose em gatos – o que é?

Classifique o artigo

O gato é um excelente animal de estimação. Apesar de ser um animal muito independente e que preza imenso a sua liberdade, também pode ser bastante dócil, afável e brincalhão, tornando-se na companhia ideal e num amigo para a vida.

Licença: 
CC Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.0

O gato é um excelente animal de estimação. Apesar de ser um animal muito independente e que preza imenso a sua liberdade, também pode ser bastante dócil, afável e brincalhão, tornando-se na companhia ideal e num amigo para a vida. Cuidar de um gato é relativamente fácil, não exigindo nenhum cuidado em especial, além de uma correta alimentação, higiene, mimos e consultas regulares no veterinário. No entanto, tal como acontece com os seres humanos e com outros animais, há doenças que podem afetar o seu gato. A maioria dessas doenças pode ser prevenidas com a vacinação, contudo, há outras doenças agudas e que necessitam de um outro tipo de tratamento. Uma das doenças que pode atacar os gatos é a esporotricose.

Mas, afinal, o que é a esporotricose?

A esporotricose é uma micose provocada por um fungo chamado Sporothrix schenckii, que se encontra presente no meio ambiente – solo, vegetais, palha, madeira – e que é mais frequente em climas quentes e tropicais, apesar de poder ser encontrado em todo o mundo. Esta doença pode afetar gatos, outros animais e mesmo humanos. Por norma, atinge a pele, o tecido subcutâneo, os vasos linfáticos e, em fase mais avançada, pode mesmo atingir órgãos internos. A inoculação do fungo acontece através de pequenos ferimentos com material contaminado ou de ferimentos já existentes que fiquem em contato com material contaminado. No caso dos gatos, o fungo fica alojado sob as unhas ou na região do nariz e boca, inoculando-se, posteriormente, através de pequenas lesões existentes na pele. Como o fungo se aloja nas unhas dos gatos, é possível que, através dos arranhões, possa ser transmitido para outros animais ou para os humanos.

Sintomas

Os principais sintomas da esporotricose nos gatos são as lesões na pele. Este é o sintoma mais explícito desta doença, pois o gato fica com feridas espalhadas pelo corpo que chamam imediatamente a atenção. Estas lesões aparecem principalmente na região da cabeça e na extremidade das patas. São feridas graves que não reagem a antibióticos ou outro tipo de tratamento, como pomadas ou loções. Estas feridas, apesar do seu aspecto grave, não provocam dor nem prurido. Além das lesões na pele, podem surgir lesões internas, nas mucosas, pulmões, articulações e mesmo no sistema nervoso central, assim como comprometimento sistêmico, como febre, perda de apetite, perda de peso e prostração.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é efetuado por um médico veterinário, através da observação e exame físico do gato, recolha do seu historial e realização de exames laboratoriais específicos e biópsia para confirmar o agente causador.

Quanto ao tratamento, este é feito através de medicamentos antifúngicos (como o Itraconzaol, por exemplo) prescritos pelo médico veterinário. Dependendo do grau de evolução da doença aquando do diagnóstico, o tratamento pode ser mais ou menos prolongado. Se o diagnóstico for feito atempadamente e o tratamento for efetuado de forma correta, a cura é possível. No entanto, se não for tratada, esta doença pode conduzir à morte.

Como em qualquer doença, o melhor é mesmo prevenir, quando possível, ou estar sempre atento aos primeiros sinais. Assim sendo, é fundamental verificar regularmente a pelo do seu gato, enquanto o escova ou lhe faz festinhas. No caso de detectar qualquer anomalia, tais como pequenas feridas ou nódulos, o melhor mesmo é procurar o veterinário.

Convém referir, uma vez mais, que a esporotricose é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida aos humanos. No entanto, isto não é motivo para se afastar do seu animal, muito menos rejeitá-lo. Quando há a suspeita ou a confirmação de que o seu gato tem esporotricose, deverá adotar algumas medidas de proteção, tais como usar luvas sempre lhe tocar ou pegar. Além disso, o médico veterinário, mediante o diagnóstico e o estádio em que se encontra a doença, irá sugerir outras medidas de proteção, como o isolamento e a desinfecção dos espaços.

Se o diagnóstico for feito no devido tempo e o tratamento se revelar eficaz, o seu gato poderá recuperar a saúde de outrora e voltará a ter uma vida normal!

Classifique o artigo

Publicidade